Celebração: 3 de julho   Origem: Galileia, século I; chamado Dídimo, o gêmeo   Falecimento: Missão na Índia (tradição)

Tomé é chamado de Dídimo, palavra que significa gêmeo. O Evangelho de João lhe dá relevo especial. Em um momento, ele se mostra corajoso e disposto a morrer com Jesus; em outro, pergunta com franqueza como poderiam conhecer o caminho.

Sua fama vem, sobretudo, do episódio após a ressurreição, quando duvida do anúncio dos companheiros e diz que só creria se visse. Ao encontrar Jesus ressuscitado, sua dúvida se transforma na declaração meu Senhor e meu Deus, uma das mais fortes de todo o Evangelho. Tomé deixou de ser apenas o que duvidou para se tornar o que creu profundamente.

Uma tradição antiga e viva liga Tomé à Índia. Comunidades cristãs do sul do país, conhecidas como cristãos de São Tomé, remontam sua origem à pregação do apóstolo e mantêm essa memória há muitos séculos. A imagem que fica é a de que a dúvida sincera pode ser o começo de uma fé madura.

Referências: Evangelho de João (Jo 11; 14; 20); os Atos de Tomé (obra apócrifa do século III) e a tradição viva dos cristãos de São Tomé, na Índia.